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sexta-feira, 1 de junho de 2012

RJ: Cai número de mortes violentas no primeiro trimestre de 2012


Entre janeiro e março deste ano foram 1.251 vítimas, queda de 9,3% no número de mortes em relação ao mesmo período de 2011. 

RIO DE JANEIRO - O Indicador Letalidade Violenta - homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), auto de resistência (quando um policial civil ou militar matar alguém em confronto) e lesão corporal seguida de morte - atingiu o menor número dos últimos doze anos. Dados divulgados nesta sexta-feira, 20, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo do Rio de Janeiro, indicam que de janeiro a março deste ano o índice registrou 1.251 vítimas, contra 1.778 do mesmo período de 2000, uma queda de 29,6%. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a queda no número de mortes foi 9,3%.
Dois dos três principais indicadores "estratégicos" de criminalidade levados em consideração pela Secretaria de Estado de Segurança Pública apresentaram bons resultados no primeiro trimestre do ano. Além do Indicador Letalidade Violenta, o Roubo de Rua teve redução de 14,3%, entre um semestre e outro. Foi o melhor resultado desde 2007.
O indicador estratégico Roubo de Rua (roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo) apresentou no trimestre janeiro a março queda em todos os seus indicadores. Em 2012, foram registrados 15.505 roubos, contra 17.763 em 2007.
Já o número de roubo de veículos aumentou 21,7% entre os três primeiros meses de 2011 e igual período deste ano. Foram registrados 5.599 casos, contra 4.601 do primeiro trimestre de 2011. Segundo o governo do Rio, este crescimento "confirma uma tendência de alta que vem se verificando nos últimos meses e que vem merecendo atenção especial das policiais Civil e Militar".
Segundo informações do governo, no último dia 28 de março, a Secretaria de Segurança promoveu uma reunião com a cúpula das polícias Civil e Militar para analisar os dados do ISP e traçar estratégias para reverter o aumento desse indicador, "incluindo uma maior integração entre as áreas de inteligência das duas polícias de forma a ampliar o intercâmbio de informações relacionadas ao roubo de veículos". O governo afirma, ainda, que "várias outras medidas operacionais já começaram a ser implementadas nas regiões afetadas, mas elas não podem ser divulgadas por razões estratégicas".
Os três indicadores estratégicos são usados na definição do Sistema Integrado de Metas da Secretaria de Segurança, que premia as unidades policiais que apresentarem melhor desempenho na redução da criminalidade.

Notícia retirada do Estadão

sábado, 26 de maio de 2012

Quadrilhas atacam em garagens de shopping e mercado,


Quadrilhas especializadas em sequestros relâmpagos estão agindo em estacionamentos de shoppings e supermercados de São Paulo. Os assaltantes aproveitam a distração das vítimas para praticar os crimes. "São locais com uma falsa sensação de segurança", afirma o delegado Alberto Matheus Júnior, titular da 3.ª Delegacia Antissequestro Relâmpago.
Dados da polícia mostram que, nos últimos cinco meses, dos 250 casos de sequestros relâmpagos registrados pela delegacia, 41 foram cometidos na região do 11.º Distrito Policial (Santo Amaro), na zona sul da capital - 38 deles em estacionamentos de centros de compras. A área de atuação dos bandidos inclui garagens nas imediações das Avenidas Roque Petroni Júnior, Vereador José Diniz e Nações Unidas.
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Segundo Matheus Júnior, para agir nos centros comerciais, os ladrões escolhem quem atacar de acordo com o volume de sacolas e objetos ostentados. Mulheres sozinhas em carros são as preferidas. Mas há casos com homens.
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A Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings negou que tenha havido uma onda de sequestros. A entidade informou que ocorreram, no máximo, dois ou três casos. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) disse que somente os mercados podem comentar o assunto.

Quanto mais pobre, menos o brasileiro confia na polícia.


Quanto mais pobre, menos o cidadão confia na polícia. Esse é o resultado de uma pesquisa nacional feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no primeiro trimestre. O levantamento aponta que 77% das pessoas que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.244) não acreditam nas forças policiais. Vivem nessa faixa de renda 46,3% dos brasileiros. No geral, três em cada cinco pessoas não confiam.
A pesquisa foi feita com 1.550 pessoas, em seis Estados e no Distrito Federal. O índice de confiança aumenta conforme a renda do entrevistado. Entre os mais ricos - aqueles que ganham mais de 12 salários mínimos -, 59% não acreditam na polícia.
Responsável por coordenar a pesquisa, a professora Luciana Gross Cunha, da Escola de Direito de São Paulo, diz que há razões para que as pessoas de baixa renda desconfiem mais. "É porque residem e frequentam locais de mais risco, convivem com o aparato policial voltado para o combate à criminalidade. Nem sempre a polícia é vista nesses lugares como um sinal de segurança, mas de ameaça."
Segundo Luciana, os meios de seleção, treinamento e formação podem mudar essa relação entre a polícia e os mais pobres. Isso passa também pela discussão do papel da polícia e pela valorização - até salarial - do agente público. "Uma vez que você valoriza o policial na comunidade, passa a ser normal e natural a presença dele ali. Agora, quando é desvalorizado, ele se torna perigoso para si e para a sociedade."
A desconfiança também é maior entre os mais jovens. Na faixa dos 18 aos 34 anos, 64% das pessoas não acreditam na polícia. Entre os que têm mais de 60, a confiança é maior. Mesmo assim, mais da metade não confia na instituição.