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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Polícia investiga morte de bebê de 6 meses em creche de SP


Um bebê de seis meses morreu na tarde de quinta-feira (31) após passar mal em uma creche da zona norte de São Paulo. O menino foi socorrido, mas já chegou com parada cardiorrespiratória ao Hospital 21 de Junho, na região de Pirituba.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a criança foi deixada na creche no período da manhã e, no decorrer do dia, teria passado mal. Há registro que o garoto tinha escoriações na região do nariz, mas ainda não foi confirmado o que teria provocado o hematoma. A dona da creche afirmou à polícia que o local estava em reforma e em processo de regularização com a Prefeitura de São Paulo.

Ela foi detida, solta após pagamento de fiança e deve responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O nome da dona da creche não foi informado pela polícia.




Grupo invade restaurante e rouba clientes em Higienópolis, em SP

Criminosos invadiram o restaurante Carlota e renderam clientes, na madrugada desta sexta-feira, na região de Higienópolis, bairro nobre do centro de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o grupo roubou pertences e fugiu no carro de uma das vítimas.
O crime aconteceu por volta da 1h na rua Sergipe. A polícia foi acionada, mas o grupo já tinha fugido quando chegaram ao local. Ninguém ficou ferido na ação. A reportagem entrou em contato com o restaurante por telefone, mas foi informada que não havia ninguém para falar sobre o caso. Um funcionário disse, porém, que o estabelecimento funciona normalmente.
No último domingo (26), uma pizzaria localizada no mesmo endereço (rua Sergipe) foi invadida por seis assaltantes. 

A Folha de São Paulo disponibilizou, na reportagem supracitada, uma imagem interessante, que, num primeiro momento, tem instruções sobre como agir durante um arrastão. Logo abaixo, segue um levantamento sobre o número de assaltos que ocorreu em alguns restaurantes nos bairros de São Paulo, no decorrer desse ano de 2012. Segue a imagem: 


Leia a notícia na íntegra. 

Reflexão: como foi citado na notícia, o bairro Higienópolis é um bairro nobre de São Paulo. É possível constatar, então, que os assaltos não ocorrem somente em locais de baixa renda, como é comum pensarmos. Cada dia mais, em qualquer lugar da cidade que estejamos, podemos ser atingidos pela violência; quase sempre gerada pela segregação social. O dia a dia nos centros urbanos torna-se cada vez mais perigoso e estressante. A polícia é o Estado precisam trabalhar em conjunto a fim de sanar essa mazela e garantir o bem-estar de todos os cidadãos, como reza a Constituição da República Federativa do Brasil. 


sábado, 19 de maio de 2012

Marcha da Maconha começa em SP e fecha Av. Paulista

A marcha da maconha começou por volta das 16h20 na região central de São Paulo. Vale ressaltar que o horário foi escolhido porque é mundialmente associado ao consumo e às manifestações em prol da droga.  
Sob o lema de "Basta de guerra: por outra política de drogas", a marcha pretende reunir ao menos 5.000 pessoas — mesmo número de participantes do evento do ano passado, que terminou em confronto com a polícia. No início da marcha, a Polícia Militar estimava a presença de 1.700 pessoas.
Policiais que estão no local desde o início da tarde avisaram aos organizadores que serão permitidos cânticos e palavras de ordem, mas não o consumo de maconha durante o protesto.
A Marcha ocorre após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de novembro, que permitiu manifestações pela legalização da droga.
A PM diz que vai atuar para garantir os limites estabelecidos pelo STF: é proibido "incitação, incentivo ou estímulo ao consumo de drogas" e crianças e adolescentes não podem ser "engajados na marcha". A PM também afirma que acordo entre a Promotoria e a prefeitura proíbe eventos como a marcha na Paulista, mas que vai atuar para garantir o "direito ordeiro de manifestação".
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) diz que também não foi informada sobre o evento, por isso não elaborou esquema prévio para o trânsito. Mas a companhia está atuando na região da marcha com um plano de contingência, que tem acompanhamento de agentes, bloqueios e desvios, além de orientação aos motoristas e pedestres. (é interessante ressaltar que, no dia 17 desse mês, a Folha de SP fez uma reportagem com o título "Marcha da Maconha Será Realizada no Sábado, em São Paulo". Como a CET pode justificar a ineficácia das medidas de trânsito afirmando não saber da marcha se esta foi amplamente divulgada?).


Reflexão: diante de tamanha injustiça social e corrupção entre os nossos políticos (basta abrir o jornal para deparar-se com o Caso Cachoeira, ou relembrar a história do nosso país), uma marcha em prol do consumo de drogas reúne um contingente maior de pessoas e jovens do que qualquer manifestação de cunho político. Em outros países, como nos Estados Unidos, se pode acompanhar o chamado "Occupy Wall Street", reação da juventude (e também daqueles engajados políticos mais velhos) ao sistema socio-econômico desigual e excludente que norteia o país e o mundo. Desde agosto de 2011, vemos a Primavera Árabe desenrolar-se e gerar grandes mudanças, até mesmo em países de democracia reduzida.
O direito a manifestações é inerente aos cidadãos e não se pode reprimir marchas como a da Maconha, e nenhum outro tipo de marcha pacífica. Mas até quando nos manteremos alienados ao que acontece na nossa Câmara de Deputados ou no Senado? Até quando o povo brasileiro fechará os olhos e aceitará a pesada carga tributária que não se reverte em melhorias sociais? É sempre bom ver pessoas unidas em torno duma causa que consideram digna, porém, é preciso que seu objetivo seja claro e beneficie toda a população, visando acarretar mudanças reais para que realmente dêem certo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fraqueza fatal (Hélio Schwartsman)

SÃO PAULO — Como já escrevi neste espaço, a invenção da polícia foi uma das melhores coisas que aconteceram à humanidade. Sem ela, estaríamos todos muito perto da guerra de todos contra todos descrita por Thomas Hobbes. Daí não decorre, porém, que a repressão seja a resposta para todos os nossos problemas. Como mostrou a Folha, quatro meses depois de iniciada a ocupação da cracolândia pela PM, a venda de drogas na região continua intensa. 
Por razões econômicas bastante precisas, o tráfico é um delito contra o qual a repressão policial é pouco efetiva. Ao menos em teoria, o sujeito que vai cometer um crime faz uma análise de custo e benefício. Ele calcula a chance de ser preso e a pesa contra o lucro esperado. O papel da polícia é elevar o risco de aprisionamento, de modo que o perigo para o bandido supere a recompensa. 
O sistema funciona relativamente bem para crimes como roubo a banco, nos quais o valor benefício não é afetado pela ação da polícia. No caso das drogas, entretanto, a repressão aumenta o risco para o traficante, mas também o benefício, pois os preços dos entorpecentes — e os lucros das quadrilhas — tendem a subir sempre que o cerco se fecha. 
A consequência é que combater o comércio ilegal de drogas é uma atividade extremamente ineficiente. Não é coincidência que o mundo siga esse paradigma já há quase um século e, mesmo investindo bilhões de dólares por ano na repressão, tenha colido resultados entre inócuos e frustrantes. Ao longo da última década, só o que conseguimos foi manter o consumo mais ou menos estável, em torno de 5% da população maior de 15 anos, segundo a ONU. 
A grande verdade é que não existe solução para o problema das drogas. O mundo não é um paraíso idílico; é um lugar cheio de perigos, que incluem várias substâncias psicoativas pelas quais nossos cérebros têm uma fraqueza fata. Temos de aprender a conviver com eles. 

Violência paulistana (Rogério Gentile)

SÃO PAULO — A violência voltou a recrudescer em São Paulo nestes últimos meses, como mostram as estatísticas recém-divulgadas, mas o governo paulista, no entanto, optou por minimizar a situação. Os homicídios cresceram 14,2% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Os assaltos aumentaram 4,7%, e os roubos de veículos, 21,5%. 
Até os arrastões estão mais frequentes. De janeiro a abril, houve 10 casos em edifícios residenciais contra 12 em 2011. E com a peculiaridade que agora a classe média passou a ser alvo com muito mais frequência. Mais da metade foi em prédios de padrão médio, que não têm aparatos de segurança tão eficientes quanto o dos condomínios de maior poder aquisitivo. 
Em seu discurso de posse da semana passada, o novo comandante da PM, Roberval França, promete, de forma genérica, rever métodos de trabalho, mas não tratou do aumento da violência. Em vez disso, preferiu falar nas "inúmeras conquistas da segurança pública". Sem dar exemplo algum, disse que o Estado possui hoje "indicadores comparáveis aos de países desenvolvidos". 
O chefe da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, foi na mesma linha. Ao ser questionado sobre o aumento dos homicídios, declarou que houve uma oscilação natural e que isso pode ter ocorrido em decorrência de "questões climáticas". 
Segundo ele, em março de 2011, houve uma queda atípica dos assassinatos, que prejudicou a comparação. "Foi um ponto fora da curva", explicou. O curioso é que, em março passado, a queda era comemorada como resultado da inteligência policial e do investimento em tecnologia. Agora, diante dos números negativos, tudo virou "oscilação natural". 
Violência é um tema sério demais para ser tratado por eufemismos e explicações ligeiras. Ao minimizar o problema da criminalidade, o governo corre o risco de perder a mão. 


terça-feira, 10 de abril de 2012

Shoppings investem em vigilância à paisana

Em São Paulo, há seguranças disfarçados no Cidade Jardim, Higienópolis, Santana e Bourbon. A estratégia é nacional e também é usada pela polícia em grandes eventos, como shows, jogos de futebol e manifestações populares. A tática é usada quando há suspeita de que pode haver conflitos ou delitos (tráfico de drogas, furto, dano ao patrimônio, etc.), e possibilita que a polícia infiltre seus agentes na multidão, sem que estes sejam notados ou evitados. 
Para Ricardo Mendes, superintendente do shopping Boulevard, de Brasília: "Nem todo cliente gosta de uma segurança ostensiva. Tem gente que se sente male pode achar que a criminalidade naquele local é alta". 


Reflexão: Muitas pessoas sentem-se intimidadas na presença de agentes da polícia, por diversos motivos. Como supracitado na notícia, por Ricardo Mendes, um local repleto de policiais nos faz pensar num grande índice de crimes; logo, no perigo que aquele local representa. Outro ponto é o sentimento ostensivo que a polícia passa: temos medo de sermos repreendidos, por exemplo. Mas, será que esse é o sentimento que um órgão, que nasceu para instaurar o bem-estar social e a segurança dos cidadãos, deveria transmitir?